Porque o talento não é proporcional a popularidade e porque tantas vezes olhamos o horizonte que nos esquecemos do sitio de onde observamos, hoje trago-vos His Sad Quote.
Banda portuguesa formada em 2005 e constituida por 4 elementos (Jorge Fazenda na voz e guitarras, Michel Matos na bateria, Pedro Sesinando no baixo e Rodrigo Piedade no teclado) criam rock alternativo e progressivo, que misturado com alguma melancolia produz uma sonoridade bastante interessante.
A banda acaba de disponibilizar gratuitamente o seu EP Vessels + Guiding Lights. Aproveitem para conhecer =)
Não será exactamente uma novidade, visto esta cover ter sido tocada no Festival de Glastonbury de 2007, mas a versão dos Arctic Monkeys é excelente pelo que não poderia passar ao lado do CK.
Os Arctic Monkeys dedicaram esta música a Shirley Bassey, a interprete original desse tema para o filme do mais celebre agento secreto ao serviço de sua Majestade. Shirley Bassey estaria presente nesse mesmo festival 2 dias depois.
Para complementar fica também uma pequena playlist dedicada só a covers:
Embora só tenha tinho oportunidade de ouvir o EP lançado em 2006, não pude deixar a oportunidade de trazer esta banda canadiana a este humilde canto da Internet.
Os The Ghost is Dancing são presentemente constituidos por 9 elementos, fazendo este número trazer-nos imediatamente à memória, Arcade Fire. A sonoridade é mais pop mas bastante interessante como poderão confirmar com este "Organ".
Lançaram o seu album de estreia em Junho do ano passado, Darkest Spark, tendo sido antecedido pelo EP que ouvi. Aproveitem para dar um salto ao myspace da banda onde podem encontrar mais algumas musicas e videos.
Durante as minhas deabolações no last.fm encontrei a artista Yael Naim que segundo a descrição no Aurgasm:
"When Paris-born, Israeli-raised Yael Naim met David Donatien, a West Indian drummer, the two sat down to share their rich musical experiences. Combining Yael’s classical education and love of pop and jazz, this collaboration lead into recording 13 beautifully arranged compositions, mostly sung in Hebrew, with instrumentation of piano, guitar, cello, bass and percussion. While the mood ranges from melancholic to sweeter and hopeful notes, she carries intimate feeling throughout her songs."
Deixo-vos com o clip "New Soul", espero que gostem :).
“When you're surrounded by all these people, it can be even lonelier than when you're by yourself. You can be in a huge crowd, but if you don't feel like you can trust anybody or talk to anybody, you feel like you're really alone.”
De Brighton, UK, chega-nos mais uma banda promissora. Um duo, um rapaz e uma rapariga. Ele na bateria, ela na guitarra. Intitulam-se Blood Red Shoes e em Abril do ano que se aproxima, chegará ao público o seu albúm de estreia "Box of Secrets".
Porque me chamaram a atenção? Pelo ritmo imposto e as vozes complementares, demonstrado por dois singles fortes, "It's Getting Boring By The Sea" que vos apresento neste post e "I Wish I was Someone Better" que podem ouvir no myspace da banda. Por isso e pela minha panca por morenas de olhos claros...
Ao vivo durante os concertos, quando são bons, existe uma comunhão da banda com o público mas o que realmente acontece nos bastidores entre os músicos? As Tegan and Sara andam em digressão a promover o seu último álbum "The Con" e resolveram realizar uns pequenos videos entre as actuações ao vivo. É curioso ir reparando que à medida que a digressão vai prosseguindo as duas irmãs vão ficando um pouco mais conflituosas uma com a outra.
Do outro lado do Atlantico chega-nos mais um excelente album, os The National presenteiam-nos com o seu quarto album, Boxer.
Sinceramente foi o primeiro album que ouvi deste grupo norte-americano e logo desde a primeira música, "Fake Empire", é notória a sonoridade inspirada em Tindersticks. Melódica e acompanhada por uma voz profunda, é capaz de nos transportar para um banco de trás de um automovél onde encostados ao vidro observamos as luzes e as criaturas da noite citadina...
Com participação de Sufjan Stevens, este é um dos melhores albuns que ouvi este ano e para confirmar isso mesmo aqui fica, "Mistaken For Strangers"
Não se esqueçam de dar uma volta pelo myspace da banda =)
Mais um ilustre desconhecido que imigrando obteve o reconhecimento merecido. Depois deste Bloodshot Star ter iniciado um dos episodios do CSI Miami eis que Slimmy é "descoberto" a nível nacional.
O músico descreve o seu album de estreia como sendo um "dos melhores discos, a nível de canções, que já ouvi, feito por um português". Quase que concordo com ele...
Começa a sentir-se a epoca natalícia e esta será definitivamente uma prenda a ter em consideração. Mothership é a compilação das melhores composições de um grupo lendário, Led Zeppelin.
Nas duas rodelas de plastico (4 no caso da edição vinil), podemos encontrar verdadeiros marcos na história do rock tais como "Babe I'm Gonna Leave You", "Whole Lotta Love", "Black Dog", "Kashmir" e obviamente "Stairway to Heaven".
Em resumo, obrigatório para quem não ambiciona ter todos os albuns da banda.
Aqui fica: "Immigrant Song"
Para dia 10 de Dezembro está marcada a reunião dos remanescentes membros da banda Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones juntamente com o filho de John Bonham para um concerto certamente memorável em Londres.
“You build on failure. You use it as a stepping stone. Close the door on the past. You don't try to forget the mistakes, but you don't dwell on it. You don't let it have any of your energy, or any of your time, or any of your space.”
Eis que finalmente é lançado o sucessor de Hail to the Thief, In Rainbows. O retorno da banda britanica, após o album a solo de Thom Yorke, é um dos albuns mais esperados do ano estando para já apenas disponivel no formato MP3.
Em Dezembro será posto à venda a edição especial que contem o album em CD, 2 vinis 12' e um enhanced CD com 8 faixas adicionais.
À semelhança de outras bandas, os Radiohead também apostam na fuga às práticas do mercado da música. O preço do download é deixado ao nosso critério...
Talvez por isso o site do novo albúm esteja em baixo à hora deste post...
Da Suécia chega-nos o segundo album de José González, intitulado In Our Nature no qual o autor "tentou salientar os aspectos primiticos do ser humano" (in NME).
Nada será de esperar senão um excelente albúm tal como é o antecessor Veneer. E a presença de uma cover de "Teardrop" dos Massive Attack só ajuda a aguçar o apetite por este disco...
Veneer foi uma das minhas descobertas destas férias. Suave, melodico e com uma voz ao nível da arte de tocar guitarra, este album destaca-se não só pela cover de "Heatbeats" dos Knife (utilizado no anuncio dos Sony Bravia) mas também por "Crosses" e "Deadweight on Velveteen".
Depois de muita especulação e de uma quase certeza circular pelas notícias de que Amy Winehouse não iria comparecer na cerimónia de entrega do Mercury Prize, eis que à última hora ela apareceu e, apesar de não ganhar o prémio, roubou o show com uma rendição brilhante de "Love is a Losing Game". Os Klaxons venceram, o que provocou alguma contestação. O enorme hype que tem rodeado "Myths of the Near Future" tem tido o condão de provocar igualmente extremadas posições contrárias. É um bom álbum, um dos meus favoritos deste ano, mas é inegável que Bat For Lashes ou Amy Winehouse têm mais criatividade e talento, respectivamente.
Aqui fica então o video do regresso de Amy Winehouse aos palcos, depois dos escândalos relacionados com drogas e anorexia.
Para mim não há volta a dar, com "Myths of the Near Future" os Klaxons criaram um dos meus álbuns favoritos deste ano. E este é o seu mais recente single.
Os britanicos Porcupine Tree, lançaram "Fear of a Blank Planet" em Abril deste ano, sendo o nono albúm de estúdio da banda liderada por Steven Wilson.
O album é inspirado no livro Lunar Park de Bret Easton Ellis (escritor de American Psycho), é conto semi auto biográfico que tem como personagem um rapaz alienado do mundo exterior, vivendo somente com a sua playstation, internet, tv etc. O livro centra-se na história do pai (Bret Ellis), o album foca-se no filho (Robby).
Pelo que tive oportunidade de ouvir esperem um albúm mais negro e com uma sonoridade mais metal que os albúns anteriores, as composições estão mais longas, prova disso é "Anesthetize" com uns impressionantes 17 min.
Gostei da evolução, embora as minhas músicas preferidas continuem a ser "Heartattack in a Layby" e "Wedding Nails" do "In Absentia".
Fiquem com o excelente ritmo da música que dá o nome ao albúm, Fear of a Blank Planet:
O álbum de Os Mutantes, "A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado", apresenta uma das minhas capas favoritas. Baseada numa das imagens icónicas que Gustave Doré criou para ilustrar "A Divina Comédia" de Dante Alighieri, a figura representa o próprio Dante acompanhado pelo poeta Virgílio, o seu guia na descida ao Inferno, enquanto toma conhecimento das torturas que algumas almas sofrem.